Com o Tempo, talvez, eu consiga explicar, aos de longe e aos de perto, as belezas daqui. Os olhos castanhos das pessoas que aqui habitam, a água morna e o som que elas produzem, bem como o céu e os pingos das chuvinhas e os barulhos das chuvas grandes; os relâmpagos no meios das árvores, o céus escuro e também super claro...
Cada passo nessa terra que queima e colore o pé.
Da gente que sorri como quem sente vergonha, que olha rasteiro como se procurasse ver lá bem dentro da gente meio que espiando, meio que querendo dizer: " Esse é o chão que cultivo, vivo e te recebo!".
Os s jornais adjetivam de remoto, mas talvez falem assim por nunca terem pisado aqui, por isso ainda não sabem que aqui é o Jari grande das águas e florestas, das pessoas cor de jambo e olhar de mel do vento seco que leva a poeira e que abriga o calor. Calor que vem da alma daquelas pessoas que, ao viver do pouco, aprenderam a valorizar cada pedacinho do chão, do vento, das águas e das pessoas. Por isso seus olhares são tão profundos... não apenas enxergam, parecem que ao direcionar seus olhares buscam prestigiar cada mundo e imensidão que cada pessoa é.






Fotos do passeio à Cachoeira do Santo Antônio, no Laranjal do Jari-Ap.
Dezembro de 2016.
Um dos passeios mais bonitos, humanos e desbravadores (de mim) que participei.
Tocou minha alma.




















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